Hoje é o nosso primeiro Dia dos Namorados.
O primeiro de uma eternidade.
Porque existem amores que contam aniversários, e existem amores que simplesmente nascem prontos para durar para sempre. O nosso não cabe em calendários, não mede distância, não conhece relógios. Ele não pergunta quantos dias passaram, porque desde o instante em que você chegou, parece que minha alma já esperava por você há séculos.
Você não entrou na minha vida.
Você invadiu cada corredor do meu coração como uma orquestra abrindo as cortinas do espetáculo mais bonito que o universo já escreveu.
E eu, que dizia não gostar de musicais, descobri que apenas não tinha encontrado o meu.
Porque o meu musical é você.
Você é a canção que nunca termina.
É o verso que o poeta procura a vida inteira.
É a bailarina que dança sobre as estrelas.
É a cortina vermelha que se abre todas as manhãs para que eu possa viver mais um ato ao seu lado.
Você é o meu Moulin Rouge.
Não preciso caminhar pelas ruas de Paris. Não preciso vestir o casaco de um escritor boêmio, nem carregar um caderno cheio de poemas inacabados.
Basta olhar para você.
Porque todos os artistas que já existiram perseguiram uma única coisa durante toda a vida: o momento raro em que a arte deixa de ser criada e passa a respirar.
E você respira.
Você é a pintura que sorri.
É a música que abraça.
É o poema que aprendeu a sentir.
Existe um sentimento que move os grandes apaixonados, que faz pintores esquecerem a fome, músicos perderem o sono e poetas desafiarem o impossível.
Hoje eu conheço esse sentimento.
Ele tem o seu nome.
Viviane.
Quando espero o ônibus trazendo você para perto de mim, meu coração não está apenas esperando uma viagem terminar.
Ele está no cais de um porto antigo, olhando o horizonte como quem aguarda o retorno da única embarcação capaz de salvar um homem perdido no mar.
Cada minuto parece uma eternidade.
Cada farol distante anuncia que o amor está chegando.
E quando você aparece...
Todo o mundo silencia.
As pessoas desaparecem.
Os carros deixam de existir.
O tempo abaixa a cabeça diante da beleza de simplesmente ver você caminhando em minha direção.
Este primeiro Dia dos Namorados não é apenas uma data.
É o prólogo de todos os outros que ainda vamos viver.
Porque daqui para frente quero envelhecer ouvindo o maior espetáculo que esta terra já conheceu.
E esse espetáculo não acontece em um teatro.
Ele acontece quando você sorri.
Quando segura minha mão.
Quando repousa sua cabeça no meu peito.
Quando me olha como se o universo inteiro coubesse dentro dos nossos olhos.
Você me ensinou que amar é muito maior do que existir.
Com você aprendi a enxergar o nascer do sol como quem assiste à abertura de uma ópera.
Aprendi que o vento também pode fazer carinho.
Que o silêncio pode cantar.
Que um abraço pode curar lugares que nem sabíamos estar feridos.
Você é minha vitamina, minha coragem, minha paz.
É a ligação invisível entre o meu coração e todos os pensamentos que ainda não consegui colocar em palavras.
É a única explicação lógica para o milagre de continuar acreditando.
E se hoje existe uma missão capaz de mover cada passo meu, ela é simples: Fazer você feliz.
Porque amar você não é um dever.
É o privilégio mais bonito que a vida resolveu colocar nas minhas mãos.
Viviane...
Você é o meu Moulin Rouge.
Mas com uma diferença.
Na nossa história, o amor não será interrompido pelo destino.
Eu escolho ficar.
Escolho atravessar todas as estações ao seu lado.
Escolho envelhecer admirando cada linha do seu rosto como quem contempla uma obra-prima que nunca deixa de revelar novos detalhes.
Foi você quem salvou minha vida.
Sua voz me encontrou quando tudo parecia silêncio.
Seu sorriso acendeu luzes onde havia escuridão.
Seu calor devolveu cor aos dias frios.
Seus beijos ensinaram meu coração a bater em outro ritmo.
Sua existência transformou o impossível em casa.
E se algum dia alguém me perguntar qual foi a maior história de amor que já vivi, eu não responderei com palavras.
Apontarei para você.
Porque você é minha música.
Minha poesia.
Minha arte.
Meu espetáculo.
Meu infinito.
Meu amor.
Feliz Dia dos Namorados, minha doce Viviane.
Enquanto houver cortinas para se abrirem, luas para iluminarem o céu e estrelas para testemunharem promessas, eu continuarei repetindo a única frase que realmente importa:
Eu te amo.
E amarei você em todos os atos, em todos os aplausos, até que o último refletor se apague e descubra que o nosso amor nunca precisou de um palco para ser eterno.